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Split payment: o que é, quando começa e como afeta o caixa da empresa

O imposto deixa de passar pelo caixa da empresa. Isso muda capital de giro, preço e conciliação.

Por GEDAII · 22/10/2026 · 6 min de leitura

Mão aproximando um cartão de uma maquininha de pagamento
Foto: Unsplash

Split payment (pagamento dividido) é o mecanismo da reforma tributária que separa a CBS e o IBS no momento em que o cliente paga e manda essa parte direto para o governo. A empresa recebe só o valor líquido. Segundo a Receita Federal, ele começa em 2027, de forma gradual e opcional, primeiro nas operações entre empresas (B2B), com Pix, boleto, TED e TEF. A obrigatoriedade no B2B tende a ficar para 2028, e o varejo ao consumidor vem depois.

Como funciona, na prática

  1. A empresa emite a nota fiscal com a CBS e o IBS destacados.
  2. O cliente paga por um meio eletrônico (Pix, boleto, TED).
  3. A instituição de pagamento identifica a nota, separa a parcela dos tributos e envia ao governo.
  4. A empresa recebe o restante na conta.

Exemplo simples: venda de R$ 10.000 com R$ 2.000 de CBS e IBS. Hoje entram R$ 10.000 no caixa e o imposto é pago depois, na guia do mês seguinte. Com o split payment, entram R$ 8.000 e os R$ 2.000 já vão direto para o governo.

Quando começa

FaseO que aconteceQuando
1Opcional, só entre empresas (B2B), com Pix, boleto, TED e TEFA partir de 2027
2Obrigatório no B2BQuando o modelo estiver estável; a Receita fala em 2028
3Vendas ao consumidor final (B2C) e cartõesSem data oficial

O cronograma depende da adaptação dos bancos e das instituições de pagamento e ainda pode mudar. Em outubro de 2026, não há data oficial para as fases 2 e 3.

O impacto no caixa

Como se preparar desde já

  1. Projete o fluxo de caixa de 2027 e 2028 com o recebimento líquido.
  2. Converse com o banco sobre como ele vai operar o split payment.
  3. Garanta que toda venda tenha nota fiscal correta: é a nota que diz quanto separar.
  4. Organize as notas e os pagamentos no mesmo lugar, para conciliar sem planilha paralela.

No GEDAII, cada nota fica ligada ao seu boleto e à agenda de pagamentos, que já mostra o valor líquido das retenções. É a mesma conferência que o split payment vai exigir.

Fontes

Perguntas frequentes

O que é split payment?

É o pagamento dividido: no momento em que o cliente paga, a parte da CBS e do IBS é separada e vai direto para o governo, e a empresa recebe só o valor líquido.

Quando o split payment começa?

A partir de 2027, de forma gradual e opcional, nas operações entre empresas. A Receita Federal sinaliza a obrigatoriedade no B2B para 2028. As vendas ao consumidor final ainda não têm data.

Quais meios de pagamento entram primeiro?

Pix, boleto, TED e TEF. Os cartões devem entrar depois.

O split payment aumenta o imposto?

Não. Ele muda o momento e a forma do recolhimento, não a alíquota. O efeito principal é no fluxo de caixa, porque o imposto deixa de ficar com a empresa até o vencimento da guia.

Conteúdo informativo, atualizado em 22/10/2026. Prazos e regras da reforma ainda podem mudar; confirme a aplicação no seu caso com o seu contador.

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